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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mortes por Alzheimer aumentam


Doença afeta mais as pessoas brancas e as que moram no Sudeste do país
As mortes causadas pelo mal de Alzheimer, uma doença neurológica, cresceram quase seis vezes na última década. Um levantamento divulgado nesta segunda-feira (20) pela ABN (Academia Brasileira de Neurologia) mostra que, de 1999 a 2008, o número de vítimas no país saltou 486%, de 1.343 para 7.882. O Dia Mundial de Combate ao Alzheimer acontece nesta terça-feira (21).
O relatório da ABN indica que os maiores obstáculos para conter o avanço da doença são a falta de diagnóstico correto e precoce, além do acesso ao tratamento, que é oferecido gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
- Em meio às dificuldades de identificação por parte de familiares e, por vezes, de médicos, a doença de Alzheimer apresenta impactos cada vez mais avassaladores sobre a sociedade brasileira.
As maiores vítimas do mal de Alzheimer, ainda segundo o levantamento da ABN, são as pessoas brancas e aquelas que residem no Sudeste. Apesar disso, a região em que o problema mais cresceu no período foi a Norte, com aumento de 2.050% entre 1999 e 2008, seguida por Nordeste (899%), Centro-Oeste (791%), Sudeste (567%) e Sul (470%).
Segundo a neurologista Marcia Chaves, coordenadora de uma campanha que a ABN realiza em todo o país para alertar sobre o problema, os brasileiros levam três anos para conseguir o diagnóstico certo da doença.
Essa demora acontece, de acordo com Marcia, porque alguns sintomas da doença, como perda de memória e dificuldades de planejamento e raciocínio, são mais associados à velhice do que ao Alzheimer.
- 70% dos doentes com demência recém-diagnosticada têm doença de Alzheimer de leve a moderada, mas apenas 52% recebem a prescrição de uma medicação específica no primeiro atendimento.
A doença
O mal de Alzheimer altera a capacidade cognitiva das pessoas, em funções como memória, linguagem, planejamento e habilidades visuais-espaciais, provocando mudanças de comportamento. As principais alterações são: apatia, agitação, agressividade e delírios.
Quem sofre com a doença acaba, progressivamente, limitando suas atividades profissionais, sociais, de lazer e até mesmo domésticas. Segundo a ABN, o mal de Alzheimer não é consequência do envelhecimento.
O primeiro sintoma de que a pessoa pode estar com a doença é a perda de memória, sobretudo de fatos recentes. Na sequência, a linguagem pode ser prejudicada, surgindo em seguida a desorientação de tempo e espaço, chegando à fase avançada, quando o paciente tem alucinações, perda do controle de necessidades fisiológicas e dificuldades para se alimentar.
Certas medidas podem ajudar a preservar a saúde mental e diminuir o risco de a pessoa ter a doença: os médicos recomendam atividade física regular, bom sono e cuidados com os medicamentos.

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